O post é grande, não tinha outro jeito. Prepare-se!
Na quinta feira apareceu uma espinha com mania de grandeza. Tanta que ela resolveu virar uma bola vermelha na ponta do meu nariz. É como se o meu organismo dissesse:
- Quer ser palhaço? Então toma!
Rezando pra que eu não ter que sair de casa, às 11h da manhã o telefone toca. É a produção do CQC pra me dizer que tinha uma matéria às 17h30. Chegando lá, minha nariga duplicou o tamanho, isso porque alguns já me chamam de Luciano Huck.
O choque foi geral. Todos:
- "Noooooooooossa, que é isso?" "Que aconteceu?" "Isso não é um nariz, é um sexo. Bota uma cueca na cara".
Um dos produtores que não é o cara mais bonito do mundo me disse:
- Nossa, você tá bem feio.
Aí sim eu vi que a coisa tava séria.
Isso é só pra você ter uma idéia:

Juro que não tô fazendo cara de coitado. Tava doendo!
O Danilo Gentili disse:
- Nossa, véio. Parece que zuaram a sua cara no Photoshop.
A matéria acabou não acontecendo e fui pra casa dormir.
Dia seguinte viajei pra São José do Rio Pardo. Na estrada tava tudo bem, mas assim que cheguei lá fui ao pronto socorro. Detalhe: hospital público!!!
Entrei naquele ambiente típico de hospital público e pensei que com sorte eu sairia na segunda feira. Pra minha total surpresa, o atendimento do hospital foi rápido e ultra atencioso. A médica me receitou 3 remédios:

Bonitinha a letra da médica, né?
Pensei que ia ter que deixar alguns mil reais aqui na cidade. Engano meu, o hospital público de lá tem uma farmácia própria que DÁ o remédio pra galera. Nem tudo está perdido!
Com tanto remédio, fui pra casa de pessoas muito queridas lá. Deitei e dormi... de ladinho porque tava doendo a minha bunda por causa da injeção.
Acordei a uma da manhã. Assisti Onde os fracos não tem vez dos irmãos Coen. Bom pra cacete, diga-se de passagem. O filme tava acabando e o meu celular toca às 3h26 da madruga. Tocou tão alto que fui correndo pra que não acordasse ninguém, mas como eu sou uma pluma pra correr, acordei a casa inteira.
Não deu tempo de atender e não deu pra ver quem era porque esse meu celular não tem bina. Acabou o filme, fui dormir e 3h56 toca outra vez.
Corte na história para um breve comentário
Alguns presidiários não aprenderam nada estando presos. Então eles ficam na cadeia bolando maneiras de continuar roubando. A gana é tão forte que até nego que trabalha na própria penitênciaria entra no esquema pra ganhar um trocado e libera a entrada de celulares pros detentos. Os bandidos arranjam uns números de telefone pra ligar e fazer terrorismo. Fizeram isso há uns meses comigo:
- Tô aqui com a sua mãe. Sequestrei ela hoje de manhã.
- Impossível porque Deus já fez isso com ela faz uns 2 anos...
- (engasgando) Você é muleque! Essa que tá aqui não é tão velha, deve ser sua irmã...
- Só se o Washinton mudou de sexo...
Silêncio. Aí eu disse:
- Eu não sou o Serginho Mallandro, mas HÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ pra você.
E desliguei.
Tudo isso pra explicar que desde então devo ter entrado pra lista negra desses caras porque eles sempre me ligam a cobrar. E foi o que eu pensei às 3h56 da sexta pro sábado. Não atendi. Depois que parou de tocar pesou a consciência:
- Putz, mas e se não era isso? E se é importante?? E se for grave??? Ah, mas se for grave vão ligar de novo.
E foi o que aconteceu às 4 da matina. Atendi:
- Alô?
Nada.
- Alôôôô??
Nada.
- Alôôôôôôôôôôôôôôôôôôôô infernoooooooooooooooooooo!!!
Nada.
- Ah, tomá no seu rabo então...
E não ligaram mais. Dormi tranquilo. De manhã 15 ligações não atendidas. Todas à cobrar que o celular não aceitou, mas uma chamada normal com direito a recado:
- Oscar, aqui é tua vizinha em Atibaia. Me liga por favor. Seu pai passou mal de madrugada e está na UTI.
Caramba...
Era sério! Ainda estava na UTI, foi um ataque muito forte de asma. ASMA. Quer dizer, quando ele me ligou às 4 da matina pra me pedir socorro, eu disse alô três vezes e larguei um "vai tomar no rabo". Tudo o que você quer ouvir quando está com falta de ar e não consegue falar, né?
O dia passou e eu fui sabendo que ele estava sendo melhor e que ia ter alta do dia seguinte.
Peguei o carro e fui pra Mogi Guaçu pra apresentar meu solo no TUPEC. A apresentação era as 21h e eu cheguei às 20h30 com o nariz latejando. Fui pro hospital particular desta vez. Nunca fui tão mal atendido na minha vida dentro de um hospital. Meio irônica, a mulher falou de qualquer jeito com um desdém beirando o absurdo. Disse que eles não aceitavam o meu convênio naquele hospital e que não tinha médico pra me antender. Coincidência não ter médico pra me antender num HOSPITAL que não aceita o meu convênio? Aí eu perguntei:
- Tem outro hospital que possa ser atendido?
- Tem o público, mas ihhhhh. Já sabe, né? Hospital público...
É como se ela tivesse torcendo pra eu me fuder mais! Juro, aquela mulher precisa dar! Ela precisa de foda pura. 5 anos de fodas initerrúpitas. Pena não ter perguntado o nome dela, mas quem tá na seca aí, vá nesse hospital em Mogi.
Com uma dor insuportável no rosto, fui pro hospital público e fui atendido não por uma, mas 2 enfermeiras. Foram só cinco minutos de espera e tomei a segunda injeção na bunda. Entrei mancando no palco por causa disso. Quando saí do palco pensei:
- E o final de semana ainda não acabou...
Às 11h da manhã eu estava em Atibaia. Visitei meu pai que já estava indo pra casa, só que eu fiquei no lugar dele no hospital porque meu rosto estava inacreditavelmente inchado: Dá uma olhada:

Juro que era um sorriso sincero! Eu tava parecendo o MR GRINCH!
Fiquei no hospital a tarde inteira praticamente internado. Fiz hemograma, tomografia, tomei soro e pensando:
- Tenho um show às 19h30 em Londrina, caraca! E o final de semana ainda não acabou...
Precisava sair do hospital em Atibaia, ir pro aeroporto em São Paulo pegar um vôo às 18h30 pro Paraná. Às 17h10 o médico me falou:
- Tá liberado!
Quando eu pensei que todos os meus problemas tinham acabado, ele conclui:
- Só precisa tomar mais essa injeção antes.
Não lembro do cara que me aplicou a injeção, mas os colegas de trabalho apelidaram de mão de fada. Não sabia se tinha ouvido direito, se era mão de "Fada" ou de outra palavra com uma fonética muito parecida também com 4 letras... enfim! Me deu medo porque uma cara que tem esse apelido quando te vai aplicar uma injeção na bunda significa que ele vai fazer algo que eu nem ia sentir, certo?
E o final de semana ainda não tinha acabado.
Obviamente não consegui fazer as duas sessões lotadas, 1800 pessoas! Triste, né?
Entrei num café com Wirelles ainda em Atibaia, postei no Twitter que eu não poderia ir pra Londrina e recebi uns 5 comentários cujo conteúdo era algo como:
- Pô, podia ter avisado antes, hein? Você não sabe o que eu fiz pra ir te ver...
Tô pensando em botar internet sem fio no cérebro, o que acha?
Fui pra São Paulo pensando:
- Nossa, faz tempo que eu simplesmente não deito no sofá e assisto ao Fantástico, por que será? Vou fazer isso quando chegar em casa!
E final de semana ainda não havia acabado, mas o que mais poderia acontecer dentro de casa?
Liguei a TV e estava terminando o Fantástico com uma homenagem ao Michael Jackson. Aí eu entendi porque fazia anos que eu não assistia aquilo. Vê só!
Quem viu o programa de ontem ouviu a apresentadora Patrícia Poeta dizer:
- Que bela homenagem fizeram pra ele, hein?
E o conceito de belo pra ela ficou onde? Daí eu entendi porque fazia tanto tempo que eu não assistia ao programa.
Depois de tudo ter começado por causa de um possível PELO ENCRAVADO INFLAMADO, aí sim o final de semana acabou!!!
PS. No show em Mogi, ganhei esse presente:

Seria um vodu? Teria alguma relação com os últimos acontecimentos?
PS2. 3 hospitais e duas farmácias diferentes. Numa delas eu encontrei esse remédio com uma foto de um peixe espada: CLICA AQUI!




