21/08/2009


Feira Erótica

Um tempinho atrás eu cobri a Erótika Fair 2009 pelo CQC. Já faz um tempo, mas é que eu só consegui postar agora.

 

Veja aí!

 

Escrito por Oscar Filho às 11h01
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18/08/2009


GANHADORES

Aeeeeeeeeee!!! Finalmente chegamos ao resultado final do concurso.

 

Foram 7.789 votos ao todo. E a PIOR PIADA DO MUNDO escolhida pelos leitores deste blog com 1.223 votos é:

 

Qual é a marca do celular do Oscar Filho? I-PONEY.

 

Ela foi enviada por MURILO da cidade de Marília.

 

 

 

E a piada mais votada enviada diretamente da cidade de Campinas foi:

 

O Ronaldo é tão fissurado em comida japonesa que prefere comer até mulheres de pauzinho.

 

E foi mandada por LEONARDO.

 

Parabéns aos ganhadores e obrigado a todos que participaram e votaram!!!


Escrito por Oscar Filho às 01h23
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14/08/2009


Finalistas

Demorou, mas sairam os finalistas das PIORES PIADAS DO MUNDO.

 

Até a data final foram 4.400 piadas e eu li todas. Cerca de 98% repetidas ou já existentes.

 

Eu selecionei as 10 "melhores" piores piadas pra serem votadas pelos leitores deste blog.

 

Então manda ver e vota aí.

 

 

Qual é a pior piada do mundo?
Por que o Sarney acredita em dois deuses? Porque ele tem BI-GOD

Nasci onde as vacas morrem. Muuugii das Cruzes.

A Amélie poulain resolveu abrir uma loja de roupas. Qual o nome da loja? Amélie Polainas.
Por que o cavalo colocou mais café em sua xícara? Porque tinha "pocopó pocopó pocopó"
Depois que as "Águas de Março" fecharam o verão, o que aconteceu? Abril.

Qual a marca do celular do Oscar Filho? I-Poney.

Mulher mora no 3.o andar de um prédio e todo dia ela vê os carros passarem na 3.a janela da direita. Qual é o nome dela? Tereza. Eu conheço ela.

O Ronaldo é tão fissurado em comida japonesa que prefere comer até mulheres de pauzinho.

O que dá a mistura de Jack Chan + Bruce Lee? Chantilee.

Qual o nome do filme que descreve exatamente o dilema financeiro do diretor do Corinthians aos contratar Ronaldo? "Quanto vale ou é por quilo?"
ENCERRADO

Escrito por Oscar Filho às 11h22
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12/08/2009


Dia dos Pais

No dia 20.01.04, eu terminei de escrever um conto para uma amiga, Luanna Chiarelli. Ela me contou uma história que me deixou emocionado e eu resolvi escrever um conto inspirado nesta história. É meu post sobre o dia dos pais. Está atrasado, eu sei. Mas antes tarde do que nunca.

 

Chuva



Um domingo comum. Resolveu, assim que acordou, antes de qualquer coisa, passar numa padaria para comprar pão, leite, manteiga. Tudo para que tivessem um ótimo café da manhã. Por não querer ir sozinho, sua esposa foi guiando o carro enquanto ele segurava nos braços uma menina com lindos olhos castanhos que nascera há nove meses. Não se teve notícia de pai mais coruja do que aquele.

 

Apesar de tudo estar perfeito, a família, o emprego, a saúde; era um domingo de nuvens se formando no céu sobre as folhas secas das árvores de outono. Ia com a filha no banco do passageiro enquanto olhava o céu carregado. Muito vento! Porém, o vidro do carro estava fechado. Percebia mais pela movimentação do cabelo das mulheres que iam pela calçada, pelo pêlo do cachorro da menina que saía para passear, pelos galhos das árvores, pelos fios elétricos do semáforo, pelo papel de propaganda que havia sido colocado no pára-brisa.

 

Descendo do carro, pôde, finalmente, sentir aquele vento em seu corpo. O instinto paterno foi instantâneo e o fez cobrir o rosto da menininha. Ficou do lado de fora olhando a banca de jornal, o senhor de boina e óculos redondos de aro preto, os carros menos apressados do fim-de-semana e o clima de férias fora de época de que se tem sensação pelos domingos de manhã.

 

O pano que cobria a cabecinha da filha voou. Mais instintivamente ainda, agarrou-o, enquanto ainda flutuava, fazendo o homem que estava ao lado reagir, obrigando-o a pegar o nada no ar. Agradeceu a boa vontade e ouviu comentários sobre o calor da semana e o frio daquele domingo. A natureza teimava em conceder um fim-de-semana propício para o lazer. Pôde perceber que o homem ao lado não gostaria de estar ali, gostaria de estar numa praia ou numa piscina ou qualquer lugar onde pudesse se relacionar mais intimamente com o sol. Mas ele, o pai, estava bem ali. Tinha sua filha nos braços. Poderia estar em qualquer outro lugar do mundo que estaria satisfeito e feliz. Continuaria sendo pai e era isso que importava.

 

Sorriu ao despedir-se do homem que buscava o sol. Continuou sorrindo quando olhou mais uma vez carinhosamente para a filha. Contudo, não era mais um sorriso de prazer que se tem quando se conhece alguém, é o sorriso da paternidade, do quanto valeu a pena nascer para estar ali segurando a criança cuja mãe já vinha com os pacotes do café matinal.

 

Duas coisas aconteceram sem que ele percebesse. Por estar tão entretido com a vida nos braços, não viu que sua esposa o esperava dentro do carro e que gotas de uma chuva grossa começavam a cair do céu. O sorriso ficou tímido diante da situação: o carro a alguns metros e ele com a filha nos braços, cujo rosto descobriu-se novamente. Desta vez, não pegou o pano no ar e também não estava mais ao seu lado o homem à procura do sol para ajudá-lo. Observou numa fração de segundos as pessoas correndo para abrigar-se. Quis tirar o casaco de lã que vestia para proteger a pequena menininha. Não conseguia, tamanha era sua preocupação em poupar a filhinha do vento e da chuva. Olhou para o carro e viu a esposa ligando o automóvel a fim de trazê-lo mais perto dos dois para que a filha se molhasse o menos possível. Seu instinto paterno alertava aos perigos da gripe, da tosse noturna, da febre, da pneumonia.

 

Subitamente, por um instante, tudo parou. O tempo, as pessoas, a chuva, o vento e... ambos se olharam. Com a mesma intensidade dos olhos de “altar da igreja”, olharam-se outra vez. Observaram-se por uma fração de segundos e comunicaram-se sem palavras, assim como quando conceberam aquela criança que estava no braço dele.

 

Então ela, mais uma vez, compreendeu o que ele queria e teve a nítida sensação de ler na sua mente:

 

- Eu não vou poupar essa criança da alegria de tomar um banho de chuva e vou ser o primeiro a estar com ela nesse momento.

 

A esposa desligou o carro ainda olhando para o marido. Ele, com um sorriso inimaginável, infantil, menino, moleque, pôs-se a dançar com a filha de nove meses naquela chuva que ainda afugentava as pessoas para os toldos, para o dentro, para o impermeável. As gotas atingiram primeiro cabelo do pai, logo depois a cabecinha da menina. Ela sorriu também. Ergueu os braços em direção ao céu para receber aquele elemento novo, inédito. Era um banho natural que o pai de barbas grisalhas estava oferecendo para a menininha. Barbas que se modelavam ao sorriso que mal cabia em seu rosto.

 

Os outros, os que estavam dentro ou embaixo de algum lugar, observavam. Uns comentavam “como pode?”, “onde já se viu?”. Outros riam. Outros lembravam de suas famílias. Teve uma pessoa que até chegou a confundir suas lágrimas com as gotas de chuva.

 

Porém, um sentimento universal de compreensão e felicidade atingiu a todos eles. Todos, sem exceção. E puderam testemunhar o momento em que aquele homem grande, aquele homem que oferecia uma imagem segura, parou de rodar, olhou para a filhinha, beijou-lhe a testa e disse alguma coisa que só os dois vão saber pra sempre o que foi dito. Também o viram caminhando em direção ao carro azul e a porta sendo aberta para eles entrarem.

 

E a mãe, por essas coisas que só as mulheres, ou melhor, só as mães sabem como, enxugou a menininha com uma toalha que homem nenhum no mundo vai poder explicar de onde teria surgido. Pelo barulho da chuva e do vento, as pessoas não conseguiram ouvir a gargalhada gostosa que o homem soltava enquanto a esposa enxugava sua barba. Ninguém pôde ver também o beijo que ele deu na cabeça da esposa, que beijou a menina na testa no mesmo lugar onde o pai havia beijado e a mão da menininha na barba semimolhada do pai.

 

Ao mesmo tempo, quase que coreografado, quase que combinado, como se aquele ato fosse realizado todos os dias. A chuva começou a diminuir e todos puderam, então, ouvir o som do motor do carro azul sendo ligado, a luz de ré sendo acesa e o automóvel indo embora, deixando naquele círculo de valsa instituído por aquele homem, um estado de graça que só as pessoas que estavam presentes ali, naquele momento, poderiam entender.

Escrito por Oscar Filho às 12h48
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