22/09/2009


Informações de Segurança IV

Fazia tempo que eu não analisava os cartões de segurança oferecidos pelas empresas aéreas. Hoje eu vou analisar pela última vez o cartão da Gol Linhas Aéreas.

 

Eis o objeto de estudo:

 

 

 

Uma coisa que me deixa louco é o apego das pessoas aos bens materiais. Nesta vida nada se leva, já dizia meu pai. E o que tem a ver? A primeira ilustração lá de cima.

 

Cara, a menina tá no meio do mar, tá quase afogando e tá lá FELIZ segurando um negócio que nem era dela. Tá certo que as passagens são caras, mas aí ROUBAR da empresa aérea? Acho um absurdo. Daí vem com aquela desculpinha:

 

- Mas é que são flutuantes e...

 

Tá, tudo é justificativa agora pra roubar, né??? Pior que isso só as pulseiras vermelhas que ela tá usando. Eu que sou homem sei que não combina com camisa roxa.

 

No quadro do meio tá lá a própria antes de cair na água sem desgrudar do assento do avião. Além dessa crítica tem mais duas. Quem bolou este cartão da Gol??? Por que colocaram ela na água no primeiro quadro e ela ainda no avião no quadro seguinte? E como fica o plano-sequência?

 

Outra coisa: Ok... fudeu... o avião caiu na água... todo mundo ficou apavorado... tiraram o bote do avião...  o cara virou o bote sozinho, encheram... Agora, se tiveram todo este trabalho, porque não ENTRAM no inferno do bote? Tão achando que é o Wet´n Wild???

 

Pra acabar: Por que o cara do último quadro tá com a mesma cara durante todo o processo? E não é uma cara apavorada, é uma cara de quem já se fudeu muito em viagens aéreas. É como se ele pensasse:

 

- Cacete, caiu de novo. Vou ter que colocar este negócio outra vez. Pelo menos se atirarem em mim em alto mar eu não vou morrer porque tô usando este colete salva vidas...

 

Pensando melhor, talvez ele não seja isso nem esteja entediado por ser sempre o modelo desses cartões de segurança. Talvez ele esteja apenas com torcicolo. Repare como ele tá com o pescocinho torto! Salompas nele!

 

Clique pra ver as outras análises.

 

Informações de segurança I, II e III


PS. Pra mim, salompas é nome de mordomo: Por favor, me traga um champagne, Salompas!


 

Escrito por Oscar Filho às 17h31
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14/09/2009


Revisitando...

Você que é leitor deste blog certamente leu o post intitulado ODISSÉIA NASAL, certo?

 

Se não leu, clica no link em vermelho ali então e depois volta pra este.

 

Esta história teve desdobramentos.

 

Existe um jornal em São José do Rio Pardo chamado Nova Cidade onde eles veicularam isso aqui:

 

 

 

Eles anunciam a notícia como se o próprio programa CQC tivesse ido até lá, mas não! Pegadinha n.o 1! Na verdade eles estavam falando de mim:

 

 

 

A matéria fala sobre o post ODISSÉIA NASAL e exalta o atendimento médico no hospital público da cidade, claro!

 

Mas o que eu achei interessante é que o responsável pelo jornal, Fernando de Sylos, quis fazer uma piadoca com a minha napa. Leia o detalhe:

 

 

 

O que será que ele quis dizer com "pouca diferença"??? Pegadinha n.o 2!!

 

 

Agora dá uma olhada outra vez na chamada do 8.o lugar que S. J. do Rio Pardo pegou nos jogos regionais:

 

 

 

 

Eles fazem questão de dar uma tripudiada na minha cidade dizendo que São José do Rio Pardo levou 58 medalhas nos Jogos Regionais que Atibaia, cidade que eu nasci, promoveu. Pegadinha n.o 3!!!

 

Veja como é a vida, eu elogio o trabalho dos caras e eles vem dar uma zoada com a minha cara. Mas tudo bem, foi o que todo mundo que leu o post ODISSÉIA NASAL fez.

 

PS. Esses dias eu tava jogando umas coisas fora e achei a receita que um médico de Atibaia me passou um dia antes que eu fiz a postagem do ODISSÉIA NASAL. A princípio eu fiquei estarrecido, mas agora estou feliz por estar vivo nos dias de hoje. Veja a receita:

 

 

 

 

Não entendeu? Pois então preste atenção no nome do médico no detalhe:

 

 

 

Juro que eu pensava que ele estava no fundo do lado em Crystal Lake. Agora ele virou médico e só atende às sextas-feiras 13 em Atibaia. Cuidado atibaianos!!!

Escrito por Oscar Filho às 17h18
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07/09/2009


Independência do Brasil

Vou aqui contar a verdadeira história da Independência do Brasil, caso não saiba.

 

Em outubro de 1807, a França se preparava para invadir Portugal e foi por isso que D. João, príncipe de Portugal, pediu uma força pra Grã-Bretanha para mudar a sede do governo pro Rio de Janeiro e foi da seguinte forma que essa mudança foi feita:

 

18 navios de guerra portugueses e 13 ingleses escoltaram mais de 25 navios mercantes de Lisboa até o Brasil com mais de 15 mil portugueses.

 

Resumido, tavam se cagando de medo de serem pegos no meio do caminho.

 

E só depois que tudo já estava normal, D. João voltou com a Família Real à Portugal com os bolsos cheios com 50 milhões de cruzados fazendo falir o Banco do Brasil. Mas pensa que ele levou tudo? CLARO não! Deixou aqui seu filho com um nome simples de guardar:

 

- Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

 

Imagina alguém fazendo um cheque ao portador pra ele.


Todos sabem que D. Pedro era filhinho de papai e só queria comer a mulherada por aí e elas também queriam. Uma delas era uma baranga pobre que era muito afim de dar para D. Pedro. Ele, claro, não queria nada com ela.

 

Corria um boato que D. Pedro era elitista-preconceituoso e só saia com mulheres ricas e bonitas. Como ele zelava por sua aparência, em 9 de janeiro de 1822, este foi pressionado pelos amigos e pela sociedade para que ficasse com ela. Para apaziguar os ânimos, foi então que ele proferiu uma das suas 2 frases conhecidas:

 

- Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!

 

Lascou um beijão nela com os olhos fechados. Não porque estava gostando, e sim porque tava difícil de encarar.

 

Este episódio ficou conhecido como: O DIA DO SIFU.

 

No final de agosto de 1822, D. Pedro veio às pressas para São Paulo porque rebeldes queriam sair na mão contra ministro do Reino e dos Estrangeiros, José Bonifácio. Apesar de ser ministro e José, Bonifácio era meio mané e teve que chamar a turminha para se defender.

 

O dia da independência em si foi uma catástrofe para D. Pedro. No dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro voltava de Santos onde se mostrou mó prego, levou vários caldos e ficou cabrerão porque o pico tava mó crowd. A galera não parava de chamá-lo de Jojolão por causa do seu papo kaô jurando que ele era pró e que nunca tinha tomado uma vaca.

 

Às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro acendeu um baseado como sempre fazia pra esquecer o fiasco na praia e curtir o resto do dia com toda aquela galera do barulho. Em meio à isso, recebeu 3 cartas.

 

Uma de José Bonifácio, que agradecia por tê-lo salvo da coça que à poucos dias quase tomara.

 

Outra da esposa, Maria Leopoldina que dizia:

 

- Eu sei daquela baranga vagabunda. Você pensou no bem geral da nação, mas não pensou em mim. Pra mim este dia será lembrado como o "Dia do Fui".

 

Mas a terceira carta era a mais importante. Nela continham ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às cortes.

 

Já que D. Pedro era dono do pedaço e poderia fazer o que bem entendesse nesta terra, ele ficou puto! Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro bradou, aí sim, o grito mais famoso de toda a história do Brasil que foi:

 

- CA-RA-LHO!!!

 

Após um silêncio de 2 segundos, nunca se ouviu tantas risadas e gargalhadas às margens do riacho, pois todos curtiram muito de boa tudo aquilo. Aí D. Pedro relaxou e bolou um usando as cartas que recebera.

 

Pra não ficar chato, o mané do José Bonifácio ficou sabendo do ocorrido e reescreveu a estória porque achava que "caralho" era uma palavra muito forte para entrar nos anais da história do país. D. Pedro achou o enredo da independência do caralho, abraçou o amigo e disse:

 

- Você será conhecido como o patriarca da independência, mano!

 

Em dezembro, D. Pedro já tinha sido coroado, recebeu o título de Imperador e já o conheciam como D. Pedro I. Maria Leopoldina já havia esquecido o acontecido poucos meses antes e já pensava em D. Pedro II - A Missão.

 

Portugal só reconheceu a independência em 1825, depois do Brasil pagar um "cala a boca" de uns 2 milhões de libras. Como o Brasil, CLARO, não tinha essa bufunfa, pediu emprestado à Inglaterra. Começa aí a dívida externa e Portugal falou pro Brasil:

 

- Tá bom, tá bom, vocês são independentes vai.

 

A Inglaterra também só reconheceu a independência 3 anos depois assim que o Brasil assinou tratados que davam TODOS os privilégios alfandegários aos ingleses, além de o Brasil comprometer-se a extinguir o tráfico negreiro até 1830.

 

Hoje em dia nós comemoramos o 7 de setembro não por ser a independência do Brasil, e sim por ser só mais um feriado no ano.

 

PS: Abaixo um óleo sobre tela pintado por Pedro Américo

 

 

Pedro Américo era um visionário e pintou a tela em widescreen prenunciando as tvs de LCD de hoje.

Escrito por Oscar Filho às 17h37
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03/09/2009


Hei, táxi...

Como tenho feito muito shows em outras cidades, tenho ido de taxi para o aeroporto. Eu comecei a prestar atenção ao sinal que eu faço pro taxi parar, é diferente pro de ônibus.

O sinal que a gente faz pro ônibus é como se ele fosse o último na face da terra. Não importa se todas as pessoas no ponto de ônibus já fizeram sinal, você também faz e quase se joga na frente dele.

Já táxi não. Tem tantos táxis em São Paulo que se você levanta a mão pra coçar a cabeça já para um do teu lado perguntando:

- Vai pra onde?

A primeira questão quando se vai entrar um taxi é: sentar no banco da frente ou de trás? Se você vai atrás corre o risco de parecer arrogante. Se você senta no da frente, você dá aval pro cara ir conversando com você a viagem inteira.

Se você não quer conversar e não se importa se o taxista vai achar você arrogante, você senta no de trás. Mas não adianta. Ele vai puxar um assunto com você do mesmo jeito.

Por que a necessidade em ir conversando com a gente? Como eles gostam de conversar, nunca vi! Ele pergunta onde você vai, você diz e ele pergunta:

- Qual caminho?

Aí você explica o trajeto que você quer fazer e ele diz:

- Não é melhor ir pela...

Cacete, então pra que perguntou?

- Ô taxista, porque você não vai pra puta que o pariu?

- Qual o caminho?

Daí sim ele vira pra frente, olha pelo espelho e engata... num assunto.

Os taxistas nunca estão indecisos, eles nunca acham, eles sempre SABEM das coisas.

- VAI chover hoje, hein?

O taxista é uma espécie de editor. Ele vai pegando pedaços de conversas dos outros e vai repassando como se ele soubesse do que tá falando, só que sem sentido:

- Essa gripe aí, na verdade, é coisa do Lula. Daí dizem que o dólar ta caindo... Caindo tavam os aviões por causa da crise. Também é excesso de bagagem, nego coloca não sei quantos milhões na cueca e constrói um castelo pra morar. Daí que acontecem as coisas... Nem Jesus mais salva, só o Maluf mesmo.

Essa ladainha deve ser uma tática pra rodar mais tempo com você. Você gasta o dobro quando engata num papo com taxista, pode reparar.

Como ele tá casado faz anos com a mesma mulher, o xaveco dele é pra enganar cliente. Pode ver que eles têm decorado o tempo de todos os semáforos de São Paulo e vai te distraindo pra você não perceber isso.

E quanto mais ele pára nos semáfaros, mais o seu coração vai espremendo por causa do taxímetro girando.

Fora quando você pega um táxi com a sua namorada por exemplo. Você tá conversando com ela sobre um assunto que só diz respeito à vocês dois e o cara quer dar a opinião dele sobre.

- Fala pra sua mãe que não tem nada demais ele esquecer a camisinha na casa dela. Pelo menos vocês tão usando.

Talvez seja culpa minha e eu deva selecionar melhor os meus assuntos pra tratar em público.

E ele não quer que você converse com mais ninguém, só com ele. Tanto é que quando toca seu celular, ao invés de baixar o som do rádio, ele aumenta o volume.

Eles devem ser meio carentes, eles precisam conversar. Uma vez eu parei um táxi e o motorista continuou conversando comigo sobre um assunto que ele tinha começado com outro:

- ... Porque podem falar o que quiser, mas o Maluf foi o melhor prefeito que São Paulo já teve.


Porque tudo pra eles é o Maluf...

 

Eles são especialistas na comunicação. É por isso que só eles conseguem entender o que a moça da central diz. Ela fala uma porrada de número e do nada ele pega o rádio e responde. Se eu fosse taxista eu iria chutar a hora que estariam me chamando.

E quando você tá com muita pressa e vai pegar o táxi no ponto? Você sempre se atrasa! E por que?  Porque o inferno do taxista tá sempre conversando com um colega. E quando ele pára de conversar, ele sempre entra rindo no carro. É como se pensasse:

- Hahaha, trouxa. Já fiz ele esperar um pouco.

É a medida dele pra saber quanto de dinheiro ele pode tirar de você.

A questão é que quando VOCÊ quer conversar com o taxista, ele não ta nem aí. O máximo que ele manda pra você é um:

- Arrãm.

E se ele não resolve falar com você, não é porque ele é uma exceção que não gosta de conversar, ele vai conversar com alguém em algum momento. Em qual momento? No momento que ele começa a cortar todo mundo e começa a xingar.

- AE SEU PALHAÇO, DÁ A SETA!!!

Peguei um desses esses dias. Ele tinha um pingente de Nossa Senhora no retrovisor. Ele precisava mesmo de uma santa pra poder se proteger das merdas que ele fez.

Porque daí já muda um pouco o perfil do taxista, esse é mais o taxista lazarento. É do tipo que cobra um plus pra você usar o porta malas dele.

Existem vários tipos de taxista. Tem o tipo inseguro que usa um GPS pra não se perder.

Tem o tipo taxista mulher que é mais difícil de achar do que Fiat 147 com teto solar. Se bem que Fusca taxi também é raro.

Tem o taxista véio que o painel do carro dele parece uma boleia de caminhão, até ventilador tem. Eles usam aquelas bolinhas no banco que parecem um retalho de terços. São esses tipos que usam uma camisa com bolso e ele coloca tudo lá: cigarro, chave, documento, copo de cerveja...

Tem uns caras que o carro que eles trabalham são tão ruins que não servem nem pra te levar pro IML caso você esteja morto.

 

Diferente dos de aeroporto que tem ar condicionado, DVD, máquina pra pagar com cartão. Até boneca inflável se você quiser eles te dão.

O taxista é um tipo de profissional que não usa uniforme. Se ele quiser ir trabalhar de pijama tá valendo também.

 

Mas nenhum taxista se compara ao americano. Eles têm super audição e isso está provado nos filmes. O passageiro tá no meio da rua mais movimentada de Nova York e diz num tom de voz normal que só alguém que estivesse do lado dele ouviria:

- Táxi!

Imediatamente o táxi pára.

Tem gente que não gosta de moto boy. Mas o taxista nada mais é do que um moto boy que deu um up grade. Ele faz as mesmas cagadas que um moto boy, só que ele está dentro de um carro.

Os condutores de veículos são todos iguais. Sabe quando você está num avião e rola uma turbulência? Aquilo não é turbulência, é o piloto falando pro co piloto:

- Duvida eu fazer eles acordarem???

Escrito por Oscar Filho às 17h15
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