23/11/2009


Sofrendo em Goiânia

Há uns 5 ou 6 anos eu fui pra Goiânia trabalhar e meus colegas e eu saímos pela cidade pra comer. Paramos num lugar chamado Padaria Paulista. Aí eu pedi:

- Por favor, pode me trazer um pão na chapa?

O cara teve uns micros espasmos meio como uma Kombi velha pegando no tranco. Ele anotou alguma coisa, os outros pediram e ele saiu. Depois de 10 minutos ele trouxe o que o pessoal pediu menos...

- E o meu?

- O seu é um?!??!!?????...

- Pão na chapa.


O cara vai embora meio hesitante. Ai eu já comecei a ficar meio neurótico com a situação. O cara demora 10 minutos e ainda não traz um pão na chapa? Não pedi pra me trazer por escrito a opinião dele sobre o sentido da vida. Juro, 5 minutos depois:

- Pão na chapa, né?

- Nossa se é! Por que tá demorando? Não tem?

- Tem sim. É deu um negócio lá na...


E saiu meio falando sozinho. Dois minutos depois ele volta:

- Esse pão na chapa é... Como é?

- Pelo... que... eu sei... você passa manteiga no pão e... torra.

- Mas passa manteiga onde? Em volta do pão?


Fiquei olhando pra ele e lembrando outras vezes que aconteceram coisas absurdas deste tipo. Como daquela vez em que eu estava num restaurante japonês e pedi:

- Pode me trazer um limão espremido, por favor?

Aí ele veio com um limão partido em 4.

- Não, não... Eu pedi espremido.

- Ah, espremido não tem.


Tô tentando entender até hoje como assim "limão espremido não tem"? Ele acha que limão espremido dá em árvore timo Maria Mijona?



- Cara, não tem muito segredo: você pega um pão francês, corta ele no meio, passa manteiga nele.

Ele continuou olhando pra mim como se esperasse mais informações sobre.

- ... e é isso!

- Ahhhhhhhh...

5 minutos depois ele trouxe exatamente o que eu pedi com o detalhe que a parte da casca do pão tava quase queimada. Aí eu:

- Viu...

- Pois não?

- A idéia do pão na chapa é colocar a parte da manteiga pra baixo, entendeu? Pra ficar derretidinho e tal...

- Ahhhhhhhhhhh, nossa senhor, mil desculpas. É que eu não conheço esse nome não.

- Beleza. Me traz um pingado também por favor!


- Claro senhor!

E saiu. Eu fiquei resmungando pros meus amigos como que o cara era capaz de não saber que é um pão na chapa.

- Oscar, aqui é Goiânia. O cara disse que não conhece. Deve ser um costume só de paulistano.

- Beleza, mas por que colocaram o nome de Padaria Paulista? E POR QUE ele não me perguntou na primeira o que era um pão na chapa?


Começamos a contar outras histórias absurdas sobrde atendimento. Como uma vez que eu fui ao McDonald's e pedi:

- Me vê dez nuggets, por favor?

- Como senhor?

- Dez nuggets.

- Não entendo senhor!


- Nossa, mas... Dez... nuggets.

- Ainda não...

- Existe outra forma de pedir nuggets?


- (com cara de estranhamento como se estivesse vendo o governador José Serra pelado) Senhor...

- Meu Deus! Nuggets... nuggets... aquele negocinho de frango...

- (afirmando muito arrogante) Ahhhhhhh, o senhor quer UM nugget com dez!


Claaaaaaaaro!!! Lógico, do jeito que eu estava pedindo era IMPOSSÍVEL entender... Pra mim UM nugget é UM pedaço de frango não uma CAIXA com frangos.

- Quanto é?

- Oito e cinquenta.

- Oito e cinquenta?


- Sim!

- Como assim oito e cinquenta?

- Ué, senhor (primeira vez que eu vi alguém falando "ué senhor") oito... e... cinquenta...

- Ahhhhhhhhhh, você quis dizer oito REAIS e cinquenta CENTAVOS...



Voltando a Goiânia. Depois de 10 minutos, eu juro que o garçon voltou pra mesa e perguntou:

- Senhor... Esse pingado... É alcoólico?

Escrito por Oscar Filho às 16h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

12/11/2009


Carteiro Mascarado

Quando eu era criança eu era um molequinho bastante criativo. Talvez criativo não seja a melhor palavra, eu era bastante retardado.

Eu estava na 6.a série e era completamente apaixonado por uma menina chamada Christiane Borghi. Ela era a menina mais bonita da escola, pelo menos pra mim.

TODOS os caras achavam ela uma belezoca mesmo!

Uma vez uma cara foi falar com ela e ela quase bateu no rapaz. Xingou em alto e bom som e a escola inteira ouviu.

Reagiu desta forma porque ela namorava e o namorado dela era tipo o bonitão do pedaço, manja?

Pra mim eu não teria nenhuma chance.

Mas eu era tão afim dela que resolvi, mesmo assim, me declarar!

Mas eu tinha muita vergonha!

Mas eu tinha que dizer pra ela o que eu sentia.

Mas era muito difícil chegar e dizer que eu gostava dela.

Mas eu tinha que fazer isso.

Mas e se ela me desse um fora?

Resolvi escrever uma carta. Se ela não gostasse, pelo menos não estaria presente se ela tivesse um ataque de fúria parecido com o que ela teve com o outro moleque.

Mas como eu iria entregar a carta? Iria dizer o que?

- Um amigo meu mandou entregar!

Essa nunca cola. E se eu realmente mandasse um amigo meu entregar? Foi aí que eu pedi pra um amigo meu, o Paulo Sérgio, dar uma carta pra ela.

- Nem FODENDO! - Ele respondeu. - Tá louco Oscar? Por que você não entrega?

- Ué, e se ela ficar puta comigo?

- Por isso que eu não vou.

Fiquei naquela: Entregar ou não?

Foi então que eu tive a idéia mais genial da minha vida! Inventei um personagem chamado Carteiro Mascarado. Consistia em me mascarar e vestir uma roupa diferente afim de que ela não me reconhecesse quando eu entregasse a carta. E se ela perguntasse algo, eu diria que eu fazia esse tipo de entregas pela cidade.

Arrumei uma roupa bagaceiraça, uma máscara tipo de baile de Veneza, minha caloi Berlineta Dobrável Aro 20, botei uma caixa de plástico de supermercado na garupa, coloquei a carta dentro da caixa e fui.

Da minha casa até a casa dela eram 10 minutos. Demorei uma hora e meia porque eu ia parando no caminho me perguntando se aquilo era a melhor coisa a se fazer.

Finalmente cheguei na casa dela e toquei a campainha. Uma senhora saiu:

- Que que é isso moleque?

Engrossando a voz pra parecer adulto.

- Por favor, a senhorita... (olhando a carta como se eu não soubesse o nome dela) Christiane Borghi está?

- Tá na escola. Por que?


Quer dizer, era pra eu estar na escola também.

 

- A minha missão é (como eu fui ridículo) sair por aí entregando cartas de amor para os destinatários.

- Pra que essa máscara de Veneza? Você veio numa gôndola?

- Que que é isso?

- Nada, deixa que eu entrego pra ela. Eu digo que quem entregou?

- Diga que foi o... Carteiro Mascarado!

Imaginei uma música de ação rolando, virei as costas, subi na bike pra uma saída triunfal e... a corrente escapou da coroa. Aí eu tive que descer e colocar a corrente de novo no lugar. Minha mão ficou cheia de graxa e o elástico da máscara arrebentou.

- Precisa de ajuda, menino?

- Não, tô acostumado. - Tentando esconder o rosto.

Terminei e fui embora. E ainda cheguei em casa e tomei uma bronca do meu pai porque eu não tinha ido na aula.

 

A Christiane nunca veio falar comigo sobre a carta que ela recebeu. Eu imagino que seja por dois motivos.

Primeiro porque ela namorava e nunca iria se interessar por mim. Segundo porque eu lembrei mais tarde que eu terminei assinando a carta como Carteiro Mascarado.

Escrito por Oscar Filho às 15h08
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

30/10/2009


Do the evolution!

Todos estão comentando o caso da "Aluna da Uniban"

Alguns estão defendendo a menina, outros estão contra. Alguns dos que estão contra dizem que a menina com um vestido daquele tamanho tava pedindo pra ser estuprada.

Não quero emitir uma opinião sobre as vestimentas da menina. Cada um sabe de si. Eu uso terno preto e meia branca.

A questão também não é o alvoroço causado por causa disso. Não deveria acontecer, mas acontece. Em estádio de futebol vivem se matando porque... sim, são uns imbecis.

A questão pra mim é ONDE isso tudo aconteceu.

Pra explicar, eu vou citar um livro escrito pelo Drauzio Varella chamado "Macacos" onde percorre o caminho de orangotangos, gorilas, chimpanzés e bonobos. Na ordem, são as quatro raças de macacos mais próximas do Homo sapiens, sendo que os bonobos são os mais próximos dos seres humanos em se tratando de genes.

Em nenhuma dessas espécies ele encontrou traços de crueldade. Matar por matar. Matam para se alimentarem ou se defenderem, exceto os bonobos.

Numa passagem do livro ele conta que existem duas "tribos" de bonobos. As duas estão dormindo. Uma delas acorda no meio da noite, se comunicam, vão até a outra, raptam um indivíduo de lá e o espancam até morrer. Voltam para o local de origem e vão dormir.

Essa atitude é muito parecida com a do ser humano. Matam por matar. Por motivo fútil (Como se houvesse algum motivo justo pra matar. Pra mim é matar do mesmo jeito. O Estado quando mata é tão assassino quanto o próprio. Puta exemplo!)

A diferença entre os Homo Sapiens e os bonobos é que nós temos alguns milhares de anos que usamos o cérebro.

Apesar de nos matarmos em temos de ditatura, guerrilhas ou guerra, parece que não estamos aprendendo absolutamente nada com o passar do tempo

Ok, estou falando de morte e não aconteceu nenhuma morte. Mesmo porque a polícia teve que intervir. Não o reitor, não os inspetores de alunos, não os professores e sim a polícia. Quer dizer que o bicho pegou.

E ONDE aconteceu tudo isso? DENTRO de uma UNIVERSIDADE que, teoricamente, é o lugar onde as pessoas aprendem o que são conceitos da vida como patriotismo, preconceito, civilização... Ali a massa de alunos deixaram pra trás os anos de aprendizados (porque deveriam ter aprendido algo durante a vida também) pra simplesmente tornarem-se macacos outra vez e deixar o instinto aflorar.

Talvez fossem só uns moleques querendo matar aula pra ir mais cedo pra casa como foi sugerido até mesmo pela moça. Tão absurdo quanto, não?

Em uma semana vi assuntos que realmente me deixaram aterrorizados como Barbara Gancia, colunista da Folha de São Paulo, que num artigo chamado REFRESQUEI A MEMÓRIA, acha um absurdo Roman Polanski, cineasta que admiro profundamente, ser condenado pelo estupro cometido em 1977 cuja vítima tinha 13 anos. Tenta convencer que a menina é culpada. através de "detalhes" não levados em consideração. Cacete, Polanski tinha 40 anos!  Clique no nome do artigo, leia e tire suas próprias conclusões.

Acho perigoso uma jornalista emitir uma opinião dessas. Me faz pensar que, quem não tem informação e discernimento o suficiente pode ser contaminado por uma opinião leviana dessas.

Outra notícia foi de uma garota de 15 anos que foi estuprada e roubada por até 10 alunos no Estado da Califórnia. Alguns desses alunos repugnantes tiraram foto disso e largaram na internet. Isso sim é atitude de ser humano globalizado do século XXI.

Quando achei que já tinha visto tudo na vida eu vejo vídeo de crianças dançando um troço que sinceramente me senti um ser extraterrestre de tão chocado que eu fiquei. Veja aí:

 



Com a quantidade de evolução que temos conquistado ao longo dos séculos, não entendo como ainda temos atitudes similares aos dos homens das cavernas.

Quase estupro e linchamento por uma garota usar um vestido curto, jornalista defendendo pedófilo, uma dezena estuprando garota de 15 anos e crianças fazendo dança do acasalamento é demais pra mim em uma semana. Pra mim os assuntos estão mais que alinhavados!

Quer dizer, não estamos aprendendo nada de verdade. Civilização é uma piada, tão forte que não consegui fazer nenhuma aqui, ela por si só faz o trabalho que eu deveria fazer. Estamos confundindo o que é a essência de fazer a evolução!

Sabe o que mais me impressiona nisso tudo? O quão chato eu estou! Tá louco! Vou tomar um Toddy. BEM GELADO!!!

 

PS. Como eu gosto de Pearl Jam, dá uma olhada nesse clip: Do the Evolution.

 

 

 

Escrito por Oscar Filho às 16h57
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

29/10/2009


Humildade

Ontem fui cobrir um evento da Imprensa Oficial que lançou 38 novos títulos da Coleção Aplauso.

Foi um dia atípico pra mim. Eu não estava tão bem, tão empolgado. Estava cansado, sem muita energia e com dor de cabeça.

Por um erro meu, achei que o evento era o lançamento de apenas um artista, e não de vários ao mesmo tempo. Então preparei toda pauta direcionada para este artista.

Chegando lá, me dei muito mal. Não estava tão preparado quanto os artistas ali presentes mereciam e tive que queimar os neurônios para poder fazer algo bacana.

Até aí, tudo bem! É o meu trabalho e é um desafio que eu gosto de passar quando vejo a matéria pronta.

O que me chamou atenção na noite de ontem é que, no meio disso tudo, algumas pessoas me pararam para me pedir para tirar uma foto com elas ou dar um autógrafo.

Quando faço meus shows, eu sempre atento todos que querem falar comigo. Já atendi cerca de 400 pessoas num show uma vez. Sem reclamar. Porque GOSTO!!!

Ontem me dei o direito de dizer não para essas pessoas. Não porque não queria, mas porque estava trabalhando! Estava tentando me concentrar numa situação que estava meio complicada pra mim ali.

Isso foi motivo de repudio dessas pessoas.

Hoje recebi recados no twitter que eu fui mal educado. Tive que dizer que eu estava trabalhando e tive como resposta:

- Eu também!

Caraca! Pior ainda!!! Se estava ali é porque era jornalista ou alguém que lida com eventos e SABE, ou deveria saber, o quanto é difícil fazer o que fazemos.

Ontem mesmo uma mulher, depois que eu recusei me falou:

- Sandálias da humildade pra você!

Puto, eu não disse nada, mas o câmera, Tutu, respondeu:

- Nós não somos deste programa.

O governador do Estado de São Paulo José Serra chegou ao evento. Milhares de seguranças em volta. Várias pessoas do PSDB, inclusive Gerando Alckmin ao lado dele. Eu estava a postos para entrevistá-los e chega um cara.

- E aí, Oscar. Tira uma foto comigo cara...

- Agora não dá!


Ele me ouviu, mesmo assim enfiou a câmera na minha cara e tirou a foto. Duvido que ele faria isso com o Alexandre Frota pronto pra gravar uma das cenas de seus filmes pornôs. 

Humildade é uma palavra muito forte! Ela usou isso contra mim para ela conseguir o que queria. Estava me manipulando. E eu pergunto: É justo? Ela merece que eu ceda? E o pior, seus dois filhos com menos de 10 anos estavam com ela. A qualidade de educação que ela dá pra eles eu pude ver ali. Pra eles eu sou "o cara daquele programa que negou foto pra crianças"

Neste fim de semana eu estava num restaurante. Enquanto o garçom colocava os pratos na minha mesa, me disse:

- A família ali da outra mesa perguntou se pode tirar uma foto com eles.

E eu:

- Claro! Só eu esperar eu acabar de comer.

Ele me olhou por uns instantes e disse:

- É que eles já estão indo embora.

Olhei pra ele como quem diz: - Paciência, ou eles esperam ou nada feito.

Ele saiu desnorteado e a família não veio até a minha mesa.

Me senti culpado depois por agir daquela forma, mas... caraca!!! Por que eu tenho que deixar pra comer depois e eles não podem esperar?

Estamos num momento em que as celebridades que fazem de tudo pra aparecer. Pagam para ter assessores e avisam que vão almoçar com outra celebridade. Os assessores avisam as revistas que isso vai acontecer. A revista vai lá e fotografa e o produto final é a celebridade olhando pra câmera com cara de "ups, me pegaram no flagra, hein?" Ou com cara de "vão se fuder, não queria vocês aqui"

Quem vê essas imagens recebem inconscientemente uma impressão que TODOS os artistas e os que tem vida pública DEVEM agir de forma gentil e acolhedora.

Estão errados! Quero ter o direito de estar de mau humor de vez em quando ou estar concentrado para que o meu trabalho seja o melhor possível para que essas mesmas pessoas não digam quando me virem na TV:

- Nossa, achei essa matéria uma merda!

Tempos atrás tentei entrevistar o Pedro Cardoso pelo CQC. Ele foi extremamente grosso comigo e eu não entendi o porque. Justamente porque eu esperava que ele fosse atencioso como a maioria dos artistas são, mas ele não foi e devo respeitá-lo por estar num espaço público. Deve ter se sentido invadido como eu me senti ontem.

A vida têm que evoluir. As coisas têm que melhorar! Pelo menos é o que penso. Só que quando tento uma melhora em negociações do meu trabalho, corro o risco de ouvir:

- Hummm, o sucesso está subindo para a cabeça, não?

Aí eu pergunto: Se um gari pede aumento porque pensa que está muito mais eficaz do que tempos passados, ele irá ouvir que está ficando estrela???

Então agora me sinto convicto de que foi o melhor não ter tirado a foto com a mulher do "sandálhas da humildade" por que humilde também se pode entender a personalidade que assume seus deveres e obrigações e eu tinha um dever ali, e uma equipe que estava dependendo de mim pra trabalhar e ir embora descansar. Humilde não foi ela em perceber que eu só apareço na casa dela devido ao produtor João Mesquita, ao câmera Tutu e ao assistente Bruno. Por que ela não pediu pra tirar uma foto deles também?

E o que eu tô escrevendo aqui não vai adiantar em nada. Poucos vão ler e se compreender. Muitos nem vão ler e vão continuar a tratar quem aparece na TV como os reis da cocada preta, mas quando eles negarem uma foto... ahhhh, aí o bicho vai pegar!

PS. Enquanto estava terminando de escrever isso aqui, o querido Carlos Farielo, retwittou o que o incrível Marcelo Médici escreveu no seu blog hoje. E pasmei quando vi que o tema era EXATAMENTE o mesmo. Então CLICA AQUI pra complementar o que eu acabei de escrever.

Escrito por Oscar Filho às 14h10
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

28/10/2009


Stand up no ônibus

Em 2006 eu recebi um telefonema de uma mulher chamada Priscila me chamando pra fazer um evento de stand up.

- É um test-drive de lanchas. As pessoas irão sair de São Paulo por volta de 6 da manhã num ônibus e vão até a represa de Nazaré Paulista. Ficarão lá por volta de 2 a 3 horas e vão voltar.

- E o que eu tenho que fazer?

- Como o evento é muito cedo e todos irão estar cansados, nós pensamos muito aqui e chegamos à conclusão que seria uma ótima idéia se você acordasse eles de uma forma bem humorada. Será uma surpresa!

Desatei a rir muito no telefone, e ela:

- Não é divertido?

- Seria ainda mais se tivesse que fazer isso de verdade. - Rindo bastante.

- Como assim?

Só aí percebi que ela não estava me zuando.

- Não gostou da idéia?

- (Caindo a ficha) Gostei... legal...

- Aí você acorda eles e faz o seu stand up aí. Se quiser te passo até umas piadas e você faz do seu jeitão aí.


Depois dessa idéia genial que eles tiveram, o que eu mais queria na vida era saber quais eram as piadas que ela iria me passar.

- Pode arrumar um microfone dentro do ônibus?

- Claro, sem problema algum.

Nunca, na hora da contratação, eles colocam empecilho algum. Tudo está sempre ok.

- Você pode me indicar outro humorista? Serão 2 ônibus e vocês se dividem.

- A gente se divide como? Metade de mim e a metade dele vai num ônibus e as outras metades vão no outro?

- (Depois de 2 segundos de silêncio) Oi?

- Nada, esquece. Era uma piadoca.

- (Meio rindo) Não entendi a piada, me fala.

- Luiz França. Esse é o cara que eu vou indicar.

Desliguei o telefone me perguntando POR QUE eu aceitei fazer aquilo. Logo cheguei à conclusão do porque óbvio que está intrínseco à qualquer roubada que nos metemos profissionalmente: grana.

Liguei pro Luiz, me agradeceu por ter indicado. Mas acho que ele não me agradeceria pelo que aconteceu depois.

No dia do evento tava eu e o Luiz lá pontualmente fazendo piadas com a nossa condição. Aí veio a tal menina com o estresse matutino típico de organizadores de eventos.

- Tudo certo aí, né? Tudo bem? Querem comer? Tão com fome? Tão com sono? Querem um energético?

- Quero que você fique quieta. (deu vontade de falar)

- Ah, Oscar, eu não consegui os microfones tá? Então faz no gogó aí. Vocês são atores, né?

Antes de eu responder o absurdo ela engatou:

- Quer conhecer o ônibus?

O Luiz só ria com aquela cara dele de Didi Mocó.

- Acho que não preciso conhecer não. Já andei bastante de ônibus. Só se for aqueles ingleses que tem dois andares.

- Oi?


- Esquece! (Outra piadoca frustrada)

Quando eu entrei no ônibus, as pessoas estavam MUITO felizes. Eles não estava sonolentos de maneira alguma, era uma excitação beirando a Ivete Sangalo. Como fazer um pessoal assim ficar mais animado? Pela janela eu vi o Luiz me fazendo um tchau sacana do tipo "me conta depois".

Entre Mairiporã e Atibaia e o rapaz da câmera (sim, tinha um câmera) levantou e fez um sinal pra começarmos e eu:

- E aí galera! Tá cedo, mas o pessoal já tá a duzentos por hora, não?

E o gordinho no fundão: - Que nada, tamos à 60! Isso aqui é um ônibus!

E começaram a rir muito entre eles.

- É porque a gente já tá na estrada, porque se a gente tivesse na marginal, estaríamos a menos 30.

SILÊNCIO NO ÔNIBUS.

- Bom, me chamaram aqui pra acordar vocês de uma forma bem animada, mas vocês já tão bem animadão, né? Só se eu viesse com uma carreira de cocaína aqui pra vocês.

SILÊNCIO MAIOR QUE O ÚLTIMO

Fiz uns dois minutos dos meus textos e foi quebrando um pouco o gelo, mas o gordinho com a turma do fundão tava difícil. Eles ficavam falando alto no meio, me atrapalhando. Um pessoal que tava na frente tava gostando até. Aí eu ouço:

- Fala mais alto, porra!

- Eu falaria, mas me prometeram um microfone e não cumprira. Além do mais,  tem uns cara no fundo do ônibus que tão falando mais alto que eu porque tem um porco espinho enfiado no cu deles.

O MAIOR SILÊNCIO QUE EU JÁ OUVI EM TODA A MINHA VIDA.

- Pessoal, a idéia era eu vir aqui animar vocês, mas acho que eu tô fazendo o contrário, né? Então eu vou ali sentar outra vez e quem sabe um dia eu volto.

Fui sentar e o gordinho e a turma fizeram um "ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh". O cara da camera, que estava muito empolgado quando levantou, nem se sentou comigo.

Fiquei o tempo todo torcendo pro Luiz se ferrar também no outro ônibus pra eu não ficar sozinho naquela.

Chegamos no inferno da represa de Nazaré. Demorou uns 30 minutos até o outro ônibus chegar.

Fui até ele. A porta abriu, desceu o primeiro passageiro, depois o Luiz, depois o motorista, depois... só. SÓ ELES DESCERAM!

O Luiz foi conversando durante a viagem toda com um cara só. Sentou do lado e foi batendo um papo. Me disse que o cara foi contando umas piadas pra ele. O Luiz é MUITO rabudo!

A menina chegou em mim e disse:

- O combinado era você fazer 30 minutos de show e você fez 4!

- Foi pra poupar o seu emprego. Se eu continuasse, você seria despedida.

Acho que eu sou bom de argumentação porque ela pagou horas depois.

Antes de ir embora, o gordinho estava com os seus amigos, chamou a gente e disse:

 

- O objetivo de vocês não era fazer a gente rir? Pois bem, conseguiram! - E riram mais que nunca.

 

O que me faz tremer um pouco até hoje é que, em algum lugar do Brasil, existe a gravação desses 4 minutos como prova. Tomara que nunca venha à tona!

 

Esses dias recebi este email:

 

 

Medo!!! Será a mesma Priscila???

 

Escrito por Oscar Filho às 14h35
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

20/10/2009


Festoca da Joyce Pascowitch

O CQC de ontem me mostrou na festa de aniversário de 3 anos da revista Joyce Pascowitch.

 

Vê aí!

 

 

O governador do Estado de São Paulo falando sobre moda??? Medo!!!

Escrito por Oscar Filho às 16h58
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

19/10/2009


Fim de semana zicado

Você já assistiu Lost? Eu terminei a primeira temporada e ainda não sei o que significam os números 4 8 15 16 23 42. Só sei que eles trazem azar. E só pelo fato de ter assistido a série, acho que o azar já começou a me seguir.

Nesta sexta feira eu tive uma matéria pra ir fazer pelo CQC na parte da noite. Era uma balada. Portanto, fui dormir por volta de 3 da manhã de sexta para sábado.

No sábado acordei às 8 porque eu tinha que pegar um avião às 10h45 no aeroporto de Cumbica em Guarulhos. Não entendo porque existem esses vôos de madrugada.

Acordei lesado, peguei tudo e fui pro aeroporto com o produtor do show, o Sandro.


Chegando no estacionamento do aeroporto me dei conta de que tinha esquecido o documento. A questã é que faltavam 15 minutos para o check-in.

Pensei em voltar pra casa para pegar o documento, mas resolvi tentar embarcar.

Fui na loja da TAM e expliquei o que aconteceu e a mulher disse eu não ia conseguir sem falar com a ANAC.

Teria um jeito de embarcar se eu quisesse e vou ensinar aqui. Eu poderia ir até a Polícia Federal, mentir que roubaram meus documentos, conseguir um BO, apresentar na TAM e entrar no avião sem maiores problemas. Só que o imbecil aqui decidiu fazer o correto: Ir até a ANAC e expor meu problema sinceramente.

- Nós precisamos do seu documento pra provar que a passagem é sua.

Afinal pode ser que alguém, de alguma forma, poderia querer ir no meu lugar pra Aracaju só pra pegar um bronze.


Por uma questão de segurança, não me deixaram embarcar. Claro, se o avião cair eu não posso usar meu RG como paraquedas.

Se a fiscal da ANAC esquecesse o documento, será que ela iria precisar provar que ela era ela mesma?


Antes de embarcar, o Sandro me deu a chave do carro dele pra eu voltar pra casa. (Interessante essa palavra: embarcar. Me dá a impressão que a pessoa vai entrar num barco.)

Meu RG estava dentro da mesma carteira em que estava o dinheiro pra eu pagar o estacionamento. E a carteira estava dentro da minha casa em São Paulo. Portanto...


Peguei um táxi. Na rodovia Ayrton Senna, o cara pára o táxi porque a temperatura do carro tava aumentando.

Tive que esperar 10 minutos até chegar outro táxi. Tirei foto disso:

 



O motorista do outro táxi, juro, era a cara da Araci de Almeida. Achei que a corrida ir ficar em “deixxxx pau”, mas ficou em 170, ida e volta.

Na volta pro aeroporto percebi que no futuro não teremos problema pra parar os carros em São Paulo porque o trânsito não vai andar mesmo. E por que havia trânsito? Porque começou a chover para cacete!


Atrasou a saída do avião porque não tinha teto como na música do Vinícius de Moraes.

O avião levantou vôo e eu dormi. Acordei com a comissária me acordando, todo mundo já tinha saído. Saí correndo do avião. Cheguei no desembarque e nada de ninguém estar me esperando. Depois de uns 5 minutos tentando ligar pros produtores, li uma placa que estava na minha frente. Dizia algo sobre Maceió. O vôo fez escala.


Fui até a TAM e expliquei o que aconteceu e ela:

- Onde está o seu bilhete?

Eu tinha deixado no bolsão à minha frente dentro do avião.


O pessoal da TAM de Maceió foi mais complacente e eu consegui voltar pro mesmo avião. Finalmente cheguei em Aracaju poucas horas antes do show.

Terminei de atender o público era meia noite. O vôo era às 5 da manhã de volta para São Paulo. Só que neste final de semana foi horário de verão, então perdi UMA HORA!

Cheguei no hotel eram 1h30 da matina pra acordar às 3h30. Não consegui dormir.

O vôo só era tão cedo porque no domingo eu iria ter show em Governador Valadares, só que o produtor da cidade SUMIU desde sexta feira. Ninguém conseguia falar com ele. Portanto o show foi cancelado.

Cheguei na minha casa às 11h30. Perdi o dia todo dormindo e quando acordo, fiquei sabendo que o Rubinho ficou em oitavo, que o Ratinho tava dando entrevista pra Eliana e a Record falando sobre o helicóptero da polícia que tinha sido alvejado no Rio de Janeiro. Uma sucessão de bons acontecimentos.

Não consegui dormir antes das 6 da manhã por pura falta de sono.

O bom de tudo isso foi que eu assisti a um filme chamado Frost/Nixon que fala da famosa entrevista que o ex-presidente americano Richard Nixon concede, por dinheiro, pra um apresentador de programas meia boca chamado David Frost que conseguiu entrar pra história com isso. Clique aqui e assista ao trailer!

 

PS. Ainda não sei o porque do cancelamento do meu show em Governador Valadares

Escrito por Oscar Filho às 18h34
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

14/10/2009


Hotel café com leite

Eu faço parte de um grupo de humor chamado Clube da Comédia composto por Marcelo Mansfield, Marcela Leal e Danilo Gentili que está em cartaz em São Paulo.

Fomos uma vez nos apresentar em Curitiba. Chegamos no hotel na hora do almoço e resolvemos comer ali mesmo. Enquanto os outros foram pedindo seus pratos, eu pedi um café com leite pro garçom porque não estava com a mínima fome:

- Nós não servimos café com leite senhor!

- Mas está aqui no cardápio.

- Infelizmente nós não servimos aqui no restaurante.

- Mas se está no cardápio, vocês servem onde?

- No quarto senhor.

Depois de 3 segundos de silêncio olhando pra ele...

- Então tem serviço de quarto neste hotel? 

- Claro senhor!

- Eu estou no sétimo andar... Se eu estivesse no meu quarto e pedisse um café com leite, vocês levariam?

- Eu levaria sim senhor.

- (Mal humorado) Aqui é bem mais perto da cozinha do que o meu quarto, não é?

- Com certeza, senhor.

- Então, ao invés de me levar o café com leite no quarto, você não me traz aqui?

- Por que eu não posso, senhor!

- Por que???

- Normas do hotel, senhor.

- Então... se eu quiser tomar um café com leite aqui no restaurante eu vou ter que subir até o meu quarto, pedir de lá, esperar que você me entregue lá, pra eu descer com ele até aqui?

- Sim senhor?

- (Puto e meio falando alto) POR QUÊ???

Nisso os outros já estavam me falando rindo:

- Oscar, não discute | Não adianta. | Deixa quieto...

O garçom saiu e eu fiquei o almoço inteiro reclamando, dizendo que era burrice do hotel, que o serviço era uma merda, etc.

Quando todos acabaram de comer, o Mansfield chama o garçom:

- Por favor, pode me trazer um cafezinho?

- Pois não!

E eu, mais do que rapidamente...

- Ah, traz um pra mim também, por favor...

- Claro senhor.

- Mas coloca um pouco de leite!

- Não, aí eu já não posso senhor...

É uma coisa que eu vou ter que comentar com Deus quando eu tiver a oportunidade.

PS. Acho que nem Jesus ouviu tanto a palavra "senhor" durante seus 33 anos como eu naquele dia.

Escrito por Oscar Filho às 14h10
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

01/10/2009


Analisando Músicas II

Um dos meus posts neste blog foi uma análise de músicas. Se você não leu, CLICA AQUI.

Resolvi fazer um segundo porque ainda tenho umas pra fazer. Vou dividí-las em série.

 

 

I - SÉRIE EU NÃO ENTENDO NADA O QUE ELE TÁ CANTANDO ::



A primeria é uma música da Daniela Mercury chamada Vestido de Chita. Sem buscar no Google, tenta entender o que ela canta:

 



Pra quem não entendeu é:

Marinex
My baby fique relax
Só vou no seu sex de jontex
Pra frentex, menina me mande um fax
Vou me embora caçarola


Marinex? Ela tá falando com uma marca de uma assadeira? Que espécie de pessoa pede pra um refratário ficar relax porque vai  um fight só se for com camisinha?

E outra. Pra frentex usando um fax? Nem video cassete ela deve ter. E mais. "Vou me embora caçarola"? Quem tá cantando? A Vovó Mafalda?



A próxima é uma música do João Bosco chamada Kid Cavaquinho. Tenta entender aí:

 



O pior é que no começo da música, além de não entender uma palavra do que ele fala, a galera dá uma aplaudida.

Aí finalmente ele canta uma parte que dá pra entender:

Genésio... a mulher do vizinho...


Só que ele dá pra galera cantar:

 



Aí entra o Dudu Nobre pra cantar com ele, a galera vai à loucura e não dá pra entender mais nada:

 

 

 


:: II - SÉRIE ELES QUERIAM TER DITO OUTRA COISA ::




Conhece aquela música Fricote, do Luiz Caldas? Ouve aí caso não conheça

 

 



Percebem a perversão do negócio? Não??? Então acompanha

Pega ela aí
pega ela aí

Pra que ?
Pra passar batom
De que cor?
De violeTA
Na boca e na bocheCHA


Sinceramente, violETA rima com bochECHA? Me vem outra coisa à mente quando eu ouço isso.


Mas não para por aí. A terceira estrofe da música é:

 

 

Pra que?
Pra passar batom
De que cor?
De cor azUL
Na boca e na porta do CÉU


Quando foi que azul rima com céu? Só se nesse céu a gente tirar a letra "é".


Mas pensa que só músicas para adultos a bochecha dá uma mascarada no que no autor queria dizer? Conhece aquela música Turma da Xuxa?

 



Se você não entendeu, a letra é:


E o Betão apaixonado
Foi beijar a MariETA errou a sua boca
E beijou sua bochECHA


A música não era pra criança?

 

 


:: III - SÉRIE ERA UMA PIADA??? ::




Depois de morrer, O Tim Maia foi homenageado pelo Jota Quest. No início de uma música "Gostava tanto de você" do próprio Tim Maia, o Rogério Flausino foi fazer uma piadoca que ficou completamente no vácuo.

Ouve aí:

 



Além do cara do som dar uma errada e colocar duas vezes, ficou uma coisa meio:

- Beleza, toca logo aí vai!


 

:: IV - SÉRIE DEU UMA CÃIBRA AQUI ::


 


E pra acabar, a mulher dando uma tropeçadoca na tradução do que o Axl Rose fala sobre a nova música, Madagascar. Não era tão difícil vai?

 

 

"Espero que eu posso me expressar os meus sentimento..."

Escrito por Oscar Filho às 09h48
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

22/09/2009


Informações de Segurança IV

Fazia tempo que eu não analisava os cartões de segurança oferecidos pelas empresas aéreas. Hoje eu vou analisar pela última vez o cartão da Gol Linhas Aéreas.

 

Eis o objeto de estudo:

 

 

 

Uma coisa que me deixa louco é o apego das pessoas aos bens materiais. Nesta vida nada se leva, já dizia meu pai. E o que tem a ver? A primeira ilustração lá de cima.

 

Cara, a menina tá no meio do mar, tá quase afogando e tá lá FELIZ segurando um negócio que nem era dela. Tá certo que as passagens são caras, mas aí ROUBAR da empresa aérea? Acho um absurdo. Daí vem com aquela desculpinha:

 

- Mas é que são flutuantes e...

 

Tá, tudo é justificativa agora pra roubar, né??? Pior que isso só as pulseiras vermelhas que ela tá usando. Eu que sou homem sei que não combina com camisa roxa.

 

No quadro do meio tá lá a própria antes de cair na água sem desgrudar do assento do avião. Além dessa crítica tem mais duas. Quem bolou este cartão da Gol??? Por que colocaram ela na água no primeiro quadro e ela ainda no avião no quadro seguinte? E como fica o plano-sequência?

 

Outra coisa: Ok... fudeu... o avião caiu na água... todo mundo ficou apavorado... tiraram o bote do avião...  o cara virou o bote sozinho, encheram... Agora, se tiveram todo este trabalho, porque não ENTRAM no inferno do bote? Tão achando que é o Wet´n Wild???

 

Pra acabar: Por que o cara do último quadro tá com a mesma cara durante todo o processo? E não é uma cara apavorada, é uma cara de quem já se fudeu muito em viagens aéreas. É como se ele pensasse:

 

- Cacete, caiu de novo. Vou ter que colocar este negócio outra vez. Pelo menos se atirarem em mim em alto mar eu não vou morrer porque tô usando este colete salva vidas...

 

Pensando melhor, talvez ele não seja isso nem esteja entediado por ser sempre o modelo desses cartões de segurança. Talvez ele esteja apenas com torcicolo. Repare como ele tá com o pescocinho torto! Salompas nele!

 

Clique pra ver as outras análises.

 

Informações de segurança I, II e III


PS. Pra mim, salompas é nome de mordomo: Por favor, me traga um champagne, Salompas!


 

Escrito por Oscar Filho às 17h31
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

14/09/2009


Revisitando...

Você que é leitor deste blog certamente leu o post intitulado ODISSÉIA NASAL, certo?

 

Se não leu, clica no link em vermelho ali então e depois volta pra este.

 

Esta história teve desdobramentos.

 

Existe um jornal em São José do Rio Pardo chamado Nova Cidade onde eles veicularam isso aqui:

 

 

 

Eles anunciam a notícia como se o próprio programa CQC tivesse ido até lá, mas não! Pegadinha n.o 1! Na verdade eles estavam falando de mim:

 

 

 

A matéria fala sobre o post ODISSÉIA NASAL e exalta o atendimento médico no hospital público da cidade, claro!

 

Mas o que eu achei interessante é que o responsável pelo jornal, Fernando de Sylos, quis fazer uma piadoca com a minha napa. Leia o detalhe:

 

 

 

O que será que ele quis dizer com "pouca diferença"??? Pegadinha n.o 2!!

 

 

Agora dá uma olhada outra vez na chamada do 8.o lugar que S. J. do Rio Pardo pegou nos jogos regionais:

 

 

 

 

Eles fazem questão de dar uma tripudiada na minha cidade dizendo que São José do Rio Pardo levou 58 medalhas nos Jogos Regionais que Atibaia, cidade que eu nasci, promoveu. Pegadinha n.o 3!!!

 

Veja como é a vida, eu elogio o trabalho dos caras e eles vem dar uma zoada com a minha cara. Mas tudo bem, foi o que todo mundo que leu o post ODISSÉIA NASAL fez.

 

PS. Esses dias eu tava jogando umas coisas fora e achei a receita que um médico de Atibaia me passou um dia antes que eu fiz a postagem do ODISSÉIA NASAL. A princípio eu fiquei estarrecido, mas agora estou feliz por estar vivo nos dias de hoje. Veja a receita:

 

 

 

 

Não entendeu? Pois então preste atenção no nome do médico no detalhe:

 

 

 

Juro que eu pensava que ele estava no fundo do lado em Crystal Lake. Agora ele virou médico e só atende às sextas-feiras 13 em Atibaia. Cuidado atibaianos!!!

Escrito por Oscar Filho às 17h18
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

07/09/2009


Independência do Brasil

Vou aqui contar a verdadeira história da Independência do Brasil, caso não saiba.

 

Em outubro de 1807, a França se preparava para invadir Portugal e foi por isso que D. João, príncipe de Portugal, pediu uma força pra Grã-Bretanha para mudar a sede do governo pro Rio de Janeiro e foi da seguinte forma que essa mudança foi feita:

 

18 navios de guerra portugueses e 13 ingleses escoltaram mais de 25 navios mercantes de Lisboa até o Brasil com mais de 15 mil portugueses.

 

Resumido, tavam se cagando de medo de serem pegos no meio do caminho.

 

E só depois que tudo já estava normal, D. João voltou com a Família Real à Portugal com os bolsos cheios com 50 milhões de cruzados fazendo falir o Banco do Brasil. Mas pensa que ele levou tudo? CLARO não! Deixou aqui seu filho com um nome simples de guardar:

 

- Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

 

Imagina alguém fazendo um cheque ao portador pra ele.


Todos sabem que D. Pedro era filhinho de papai e só queria comer a mulherada por aí e elas também queriam. Uma delas era uma baranga pobre que era muito afim de dar para D. Pedro. Ele, claro, não queria nada com ela.

 

Corria um boato que D. Pedro era elitista-preconceituoso e só saia com mulheres ricas e bonitas. Como ele zelava por sua aparência, em 9 de janeiro de 1822, este foi pressionado pelos amigos e pela sociedade para que ficasse com ela. Para apaziguar os ânimos, foi então que ele proferiu uma das suas 2 frases conhecidas:

 

- Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!

 

Lascou um beijão nela com os olhos fechados. Não porque estava gostando, e sim porque tava difícil de encarar.

 

Este episódio ficou conhecido como: O DIA DO SIFU.

 

No final de agosto de 1822, D. Pedro veio às pressas para São Paulo porque rebeldes queriam sair na mão contra ministro do Reino e dos Estrangeiros, José Bonifácio. Apesar de ser ministro e José, Bonifácio era meio mané e teve que chamar a turminha para se defender.

 

O dia da independência em si foi uma catástrofe para D. Pedro. No dia 7 de setembro de 1822, D. Pedro voltava de Santos onde se mostrou mó prego, levou vários caldos e ficou cabrerão porque o pico tava mó crowd. A galera não parava de chamá-lo de Jojolão por causa do seu papo kaô jurando que ele era pró e que nunca tinha tomado uma vaca.

 

Às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro acendeu um baseado como sempre fazia pra esquecer o fiasco na praia e curtir o resto do dia com toda aquela galera do barulho. Em meio à isso, recebeu 3 cartas.

 

Uma de José Bonifácio, que agradecia por tê-lo salvo da coça que à poucos dias quase tomara.

 

Outra da esposa, Maria Leopoldina que dizia:

 

- Eu sei daquela baranga vagabunda. Você pensou no bem geral da nação, mas não pensou em mim. Pra mim este dia será lembrado como o "Dia do Fui".

 

Mas a terceira carta era a mais importante. Nela continham ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às cortes.

 

Já que D. Pedro era dono do pedaço e poderia fazer o que bem entendesse nesta terra, ele ficou puto! Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro bradou, aí sim, o grito mais famoso de toda a história do Brasil que foi:

 

- CA-RA-LHO!!!

 

Após um silêncio de 2 segundos, nunca se ouviu tantas risadas e gargalhadas às margens do riacho, pois todos curtiram muito de boa tudo aquilo. Aí D. Pedro relaxou e bolou um usando as cartas que recebera.

 

Pra não ficar chato, o mané do José Bonifácio ficou sabendo do ocorrido e reescreveu a estória porque achava que "caralho" era uma palavra muito forte para entrar nos anais da história do país. D. Pedro achou o enredo da independência do caralho, abraçou o amigo e disse:

 

- Você será conhecido como o patriarca da independência, mano!

 

Em dezembro, D. Pedro já tinha sido coroado, recebeu o título de Imperador e já o conheciam como D. Pedro I. Maria Leopoldina já havia esquecido o acontecido poucos meses antes e já pensava em D. Pedro II - A Missão.

 

Portugal só reconheceu a independência em 1825, depois do Brasil pagar um "cala a boca" de uns 2 milhões de libras. Como o Brasil, CLARO, não tinha essa bufunfa, pediu emprestado à Inglaterra. Começa aí a dívida externa e Portugal falou pro Brasil:

 

- Tá bom, tá bom, vocês são independentes vai.

 

A Inglaterra também só reconheceu a independência 3 anos depois assim que o Brasil assinou tratados que davam TODOS os privilégios alfandegários aos ingleses, além de o Brasil comprometer-se a extinguir o tráfico negreiro até 1830.

 

Hoje em dia nós comemoramos o 7 de setembro não por ser a independência do Brasil, e sim por ser só mais um feriado no ano.

 

PS: Abaixo um óleo sobre tela pintado por Pedro Américo

 

 

Pedro Américo era um visionário e pintou a tela em widescreen prenunciando as tvs de LCD de hoje.

Escrito por Oscar Filho às 17h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

03/09/2009


Hei, táxi...

Como tenho feito muito shows em outras cidades, tenho ido de taxi para o aeroporto. Eu comecei a prestar atenção ao sinal que eu faço pro taxi parar, é diferente pro de ônibus.

O sinal que a gente faz pro ônibus é como se ele fosse o último na face da terra. Não importa se todas as pessoas no ponto de ônibus já fizeram sinal, você também faz e quase se joga na frente dele.

Já táxi não. Tem tantos táxis em São Paulo que se você levanta a mão pra coçar a cabeça já para um do teu lado perguntando:

- Vai pra onde?

A primeira questão quando se vai entrar um taxi é: sentar no banco da frente ou de trás? Se você vai atrás corre o risco de parecer arrogante. Se você senta no da frente, você dá aval pro cara ir conversando com você a viagem inteira.

Se você não quer conversar e não se importa se o taxista vai achar você arrogante, você senta no de trás. Mas não adianta. Ele vai puxar um assunto com você do mesmo jeito.

Por que a necessidade em ir conversando com a gente? Como eles gostam de conversar, nunca vi! Ele pergunta onde você vai, você diz e ele pergunta:

- Qual caminho?

Aí você explica o trajeto que você quer fazer e ele diz:

- Não é melhor ir pela...

Cacete, então pra que perguntou?

- Ô taxista, porque você não vai pra puta que o pariu?

- Qual o caminho?

Daí sim ele vira pra frente, olha pelo espelho e engata... num assunto.

Os taxistas nunca estão indecisos, eles nunca acham, eles sempre SABEM das coisas.

- VAI chover hoje, hein?

O taxista é uma espécie de editor. Ele vai pegando pedaços de conversas dos outros e vai repassando como se ele soubesse do que tá falando, só que sem sentido:

- Essa gripe aí, na verdade, é coisa do Lula. Daí dizem que o dólar ta caindo... Caindo tavam os aviões por causa da crise. Também é excesso de bagagem, nego coloca não sei quantos milhões na cueca e constrói um castelo pra morar. Daí que acontecem as coisas... Nem Jesus mais salva, só o Maluf mesmo.

Essa ladainha deve ser uma tática pra rodar mais tempo com você. Você gasta o dobro quando engata num papo com taxista, pode reparar.

Como ele tá casado faz anos com a mesma mulher, o xaveco dele é pra enganar cliente. Pode ver que eles têm decorado o tempo de todos os semáforos de São Paulo e vai te distraindo pra você não perceber isso.

E quanto mais ele pára nos semáfaros, mais o seu coração vai espremendo por causa do taxímetro girando.

Fora quando você pega um táxi com a sua namorada por exemplo. Você tá conversando com ela sobre um assunto que só diz respeito à vocês dois e o cara quer dar a opinião dele sobre.

- Fala pra sua mãe que não tem nada demais ele esquecer a camisinha na casa dela. Pelo menos vocês tão usando.

Talvez seja culpa minha e eu deva selecionar melhor os meus assuntos pra tratar em público.

E ele não quer que você converse com mais ninguém, só com ele. Tanto é que quando toca seu celular, ao invés de baixar o som do rádio, ele aumenta o volume.

Eles devem ser meio carentes, eles precisam conversar. Uma vez eu parei um táxi e o motorista continuou conversando comigo sobre um assunto que ele tinha começado com outro:

- ... Porque podem falar o que quiser, mas o Maluf foi o melhor prefeito que São Paulo já teve.


Porque tudo pra eles é o Maluf...

 

Eles são especialistas na comunicação. É por isso que só eles conseguem entender o que a moça da central diz. Ela fala uma porrada de número e do nada ele pega o rádio e responde. Se eu fosse taxista eu iria chutar a hora que estariam me chamando.

E quando você tá com muita pressa e vai pegar o táxi no ponto? Você sempre se atrasa! E por que?  Porque o inferno do taxista tá sempre conversando com um colega. E quando ele pára de conversar, ele sempre entra rindo no carro. É como se pensasse:

- Hahaha, trouxa. Já fiz ele esperar um pouco.

É a medida dele pra saber quanto de dinheiro ele pode tirar de você.

A questão é que quando VOCÊ quer conversar com o taxista, ele não ta nem aí. O máximo que ele manda pra você é um:

- Arrãm.

E se ele não resolve falar com você, não é porque ele é uma exceção que não gosta de conversar, ele vai conversar com alguém em algum momento. Em qual momento? No momento que ele começa a cortar todo mundo e começa a xingar.

- AE SEU PALHAÇO, DÁ A SETA!!!

Peguei um desses esses dias. Ele tinha um pingente de Nossa Senhora no retrovisor. Ele precisava mesmo de uma santa pra poder se proteger das merdas que ele fez.

Porque daí já muda um pouco o perfil do taxista, esse é mais o taxista lazarento. É do tipo que cobra um plus pra você usar o porta malas dele.

Existem vários tipos de taxista. Tem o tipo inseguro que usa um GPS pra não se perder.

Tem o tipo taxista mulher que é mais difícil de achar do que Fiat 147 com teto solar. Se bem que Fusca taxi também é raro.

Tem o taxista véio que o painel do carro dele parece uma boleia de caminhão, até ventilador tem. Eles usam aquelas bolinhas no banco que parecem um retalho de terços. São esses tipos que usam uma camisa com bolso e ele coloca tudo lá: cigarro, chave, documento, copo de cerveja...

Tem uns caras que o carro que eles trabalham são tão ruins que não servem nem pra te levar pro IML caso você esteja morto.

 

Diferente dos de aeroporto que tem ar condicionado, DVD, máquina pra pagar com cartão. Até boneca inflável se você quiser eles te dão.

O taxista é um tipo de profissional que não usa uniforme. Se ele quiser ir trabalhar de pijama tá valendo também.

 

Mas nenhum taxista se compara ao americano. Eles têm super audição e isso está provado nos filmes. O passageiro tá no meio da rua mais movimentada de Nova York e diz num tom de voz normal que só alguém que estivesse do lado dele ouviria:

- Táxi!

Imediatamente o táxi pára.

Tem gente que não gosta de moto boy. Mas o taxista nada mais é do que um moto boy que deu um up grade. Ele faz as mesmas cagadas que um moto boy, só que ele está dentro de um carro.

Os condutores de veículos são todos iguais. Sabe quando você está num avião e rola uma turbulência? Aquilo não é turbulência, é o piloto falando pro co piloto:

- Duvida eu fazer eles acordarem???

Escrito por Oscar Filho às 17h15
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

21/08/2009


Feira Erótica

Um tempinho atrás eu cobri a Erótika Fair 2009 pelo CQC. Já faz um tempo, mas é que eu só consegui postar agora.

 

Veja aí!

 

Escrito por Oscar Filho às 11h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

18/08/2009


GANHADORES

Aeeeeeeeeee!!! Finalmente chegamos ao resultado final do concurso.

 

Foram 7.789 votos ao todo. E a PIOR PIADA DO MUNDO escolhida pelos leitores deste blog com 1.223 votos é:

 

Qual é a marca do celular do Oscar Filho? I-PONEY.

 

Ela foi enviada por MURILO da cidade de Marília.

 

 

 

E a piada mais votada enviada diretamente da cidade de Campinas foi:

 

O Ronaldo é tão fissurado em comida japonesa que prefere comer até mulheres de pauzinho.

 

E foi mandada por LEONARDO.

 

Parabéns aos ganhadores e obrigado a todos que participaram e votaram!!!


Escrito por Oscar Filho às 01h23
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Twitter


Fique Ligado

Agenda Putz Grill... Oscar Filho no YouTube Site Oscar Filho Contato - E-mail XML/RSS Feed Perfil Orkut Leia este blog no seu celular Indique este blog

Histórico